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Este blog tem como um dos seus objectivos a divulgação de novas correntes do pensamento que reflectem um novo mundo em que o respeito pelo próximo e pelo ambiente são os factores principais. É objectivo deste blog educar e informar, livremente. É objectivo declarado a consciencialização dos deveres e direitos de todos quantos o visitam e a defesa aguerrida dos mesmos. Declara GUERRA à Apatia. Outras L-U-T-A-S se seguiram…

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27/07/2009

Google responde à declaração de Hamburgo

Google
A “Declaração de Hamburgo” é o tratado que pretende defender os direitos de autor na Web, que foi entregue à comissão europeia no passado dia 9 de Julho. Este documento diz-nos que “a Internet proporciona numerosas oportunidades para o jornalismo profissional – mas apenas se a base de rentabilidade permanecer segura através dos canais de distribuição digitais. Actualmente isto não acontece”, ou seja, basicamente querem proibir a indexação dos conteúdos produzidos “profissionalmente” na Web.
Vários grupos vão juntar-se hoje em Belém para assinar este documento.

Analisando esta situação eu não podia estar mais satisfeito com isto, para quem não sabe uma das minhas principais áreas de interesse, é a antropologia Web, que não é mais do que muito resumidamente, tentar perceber como as coisas funcionam online, e já reparei que para quem não é “Web native” isto pode ser muito difícil perceber.

Estes senhores não vão fazer mais do que matar o jornalismo online, o que para mim são óptimas notícias, pois vão aumentar o tamanho da porta que já existe para o conteúdo de autor, blogues, sites, redes sociais …etc. Fantástico!

Estes senhores que supostamente deveriam estar a arranjar formas de o seu conteúdo ser cada vez mais agregado, não, estão a tentar fazer exactamente o contrário, ou seja, estão a tentar criar muralhas, ilhas ou penínsulas com o seu conteúdo, o mal disto, é que esse tipo de estratégia já deu provas que não é por ai que se deve seguir, e estas provas vêm de há 20 anos atrás quando surgiu a web (não estive a confirmar datas). Para vos provar que a minha ideia é o caminho certo a seguir vejam o vídeo a baixo, do criador da web Sir Tim Berners-Lee, considerado um dos poucos génios vivos, a falar sobre este assunto, e a insistir com tudo o que tem que o caminho é exactamente o oposto. Mas os senhores dos grandes grupos de comunicação (que só querem é encher os bolsos) é que sabem. Aos jornalistas, que alguns deles se aperceberam há muito que o caminho a seguir não é esse, bem hajam, aos outros, opha, temos pena!

http://www.ted.com/talks/view/id/484

Quanto à resposta do google, foi das mais simples que podia existir, “nós ao agregar as notícias não estamos a cometer nenhum acto ilegal, o nosso software permite restringir a indexação de sites”, ou seja, usem o “Disallow /” no robots.txt ou “noindex, nofollow” no site, e passado uns meses digam-me o resultado!

Já agora aproveito aqui para deixar a solução simples para os conteúdos produzidos poderem ser rentabilizados da melhor maneira:

Mais agregação + mais tráfego = maior rentabilização


Fonte: http://www.maistrafego.pt/google-responde-a-declaracao-de-hamburgo

19/07/2009

Steal This Film II


Dois bons documentarios gratuitos que podes e deves fazer o Download, aqui:

http://www.stealthisfilm.com/Part1/

http://www.stealthisfilm.com/Part2/

13/07/2009

12/07/2009

ACTUALIZAÇÃO À NOTICIA DA VENDA DO TPB




Não, não é uma mentira de 1 de Abril! O Pirate Bay acaba mesmo de ser vendido à Global Gaming Factory X, uma empresa sueca proprietária da maior rede de cibercafés e salões de jogos do mundo, por 60 milhões de coroas suecas (5,5 milhões de euros). Foram os próprios piratas suecos a confirmarem a informação no seu blog oficial mas a companhia também emitiu um comunicado. Para além de controlar uma série de cibercafés e salões de jogos, a companhia também desenvolve soluções de software de gestão para cibercafés.

Apesar do valor da transacção ser bastante inferior ao que seria de esperar para um dos 100 sites mais visitados do mundo, o dinheiro é mais do que suficiente para os três administradores pagarem a indemnização no valor de 2,7 milhões a que em Abril passado foram condenados a pagar às editoras discográficas e estúdios de cinema por um tribunal de primeira instância. Contudo, a decisão encontra-se neste momento a ser alvo de recurso.

A equipa do site afirma que irá dedicar-se ao lobbying favorável à liberdade de expressão na Internet e garante que esta é a melhor solução para assegura a continuidade e a evolução da “Baía dos Piratas”.
A aquisição, que deverá ficar concluída já este Agosto, servirá para a Global Gaming Factory X implementar novos modelos económicos capazes de compensar os fornecedores de conteúdos e os titulares de direitos, com vista a legalizar o site. Ao mesmo tempo, a GGF aproveitou também para adquirir a Peerialism, outra empresa especializada em tecnologia de partilha ficheiros, por um montante de 100 milhões de coroas suecas (9,2 milhões de euros).


Apesar das críticas à novidade por parte dos partilhadores mais radicais não se terem feito esperar, os administradores do tracker de BitTorrent fazem questão de acalmar os ânimos: “Muita gente está preocupada. Nós não estamos e vocês também não deveriam estar!” Segundo eles, o preço de venda acordado é bastante inferior ao valor real do site, mas não é isso que lhes interessa.

O mais interessante é que são as pessoas certas com a atitude correcta e boas chances de manterem o site em funcionamento. Como todos vocês sabem, o site não tem sofrido grandes melhorias nos últimos dois a três anos (…) Nas Internets, as coisas morrem se não evoluem. Não queremos que isto aconteça.

Por fim, os piratas suecos sabem melhor do que ninguém que caso os novos proprietários arruinarem o site, os utilizadores rumarão em massa para outras paragens. “Essa é a melhor garantia de que temos que o site continuará a ser administrador da forma que todos desejamos.”


Se é certo que haverá muita gente que acusará os piratas suecos de traição à causa, (INCLUINDO EU) também é verdade que o Pirate Bay nunca passou de uma grande Zona Autónoma Temporária ao estilo de Hakim Bey. Desiludem-se aqueles anti-capitalistas que denunciam tudo o que tenha a ver com o capital! Hoje em dia as possibilidades de influenciar de facto os destinos da sociedade são praticamente nulas se não possuirmos capital. E a verdade é que este dinheiro servirá não só para construir várias outras Zonas Autónomas Temporárias mas também para ajudar ao desenvolvimento de uma grande Zona Autónoma Permanente.

Actualização (12h30m): em entrevista ao TorrentFreak, Peter Sunde AKA Brokep, porta-voz do Pirate Bay, informa que o site irá deixar de alojar quaisquer ficheiros torrents e deverá encerrar o seu tracker que é actualmente utilizado para cerca de 50 por cento do tráfego mundial de BitTorrent. Sem a existência de um tracker, o protocolo BitTorrent não consegue ligar os utilizadores que partilham ficheiros e aqueles que pretendem descarregá-los.

O novo Pirate Bay será descentralizado e os utilizadores serão incentivados a utilizar um tracker terceiro que ainda não foi lançado. Embora não existam pormenores, é provável que se trate de um tracker descentralizado criado pela Peerialism, a empresa especializada em serviços de streaming de vídeo via P2P que a GGF também pretende adquirir. Outra possibilidade passa pelo protocolo Secure P2P que os piratas suecos anunciaram em 2007 mas que ficou entretanto em “águas de bacalhau”.

Por outro lado, os ficheiros torrent, que contêm as informações relativas aos ficheiros e aos trackers a contactar, deixarão de ser alojados nos servidores do Pirate Bay, passando a ser guardados num novo serviço de alojamento externo que será aberto a outros sites de torrents por intermédio de uma API pública.

Já agora, quem quiser comprar acções do Pirate Bay e tornar-se co-proprietário do site pode desde já fazê-lo, uma vez que a Global Gaming Factory X se encontra cotada em bolsa. De qualquer modo, a aquisição ainda necessita de ser aprovada pelo Conselho de administração da GGF, que dado o processo actualmente a decorrer contra os administradores da “Baía dos Piratas” deverá ter certamente em conta o seu impacto jurídico.

The Pirate Bay vendido, comprador quer introduzir novo modelo de negócios


Espero ter tempo, nos próximos dias, para reler as ousadas declarações de um integrante do Pirate Bay que esteve no Brasil na semana passada (participando do FISL), tentando colocá-las à luz desta negociação que estava em andamento, e em especial do que o comprador do site anunciou quanto ao modelo de negócio desejado.
Vou destacar um pouco do que a imprensa divulgou na semana passada:
Ao abrir do segundo dia de palestras do Fórum Internacional de Software Livre, o sueco Peter Sunde levantou a plateia com uma apresentação repleta de ataques ao actual modelo de negócios da indústria cultural. “A Industria Discográfica recusam-se a achar novo modelo de negócio, - diz o fundador do Pirate Bay - Você pode cobrar pelo serviço, mas não mais pelo conteúdo. Isso acabou. É como tentar banir uma cor. ‘O azul agora é mau’? Isso simplesmente não funciona”, disse Sunde um dia antes, em entrevista colectiva dada á imprensa local Brasileira.
E agora um pouco do que o comprador do Pirate Bay divulgou:

Em comunicado, a GGF afirmou que o site precisa de um novo modelo de negócios para sobreviver. “Gostaríamos de introduzir modelos de negócios que assegurem o pagamento a provedores de conteúdos e detentores de direitos autorais sobre materiais cujo Download é disponibilizado pelo site”, disse Hans Pandeya, diretor-executivo da Global Gaming Factory.
A empresa Global Gaming Factory (GGF) anuncia a aquisição do The Pirate Bay pelo equivalente a US$ 7,8 milhões. Em comunicado, a GGF afirmou que o site precisa de um novo modelo de negócios para sobreviver. “Gostaríamos de introduzir modelos de negócios que assegurem o pagamento a provedores de conteúdos e detentores de direitos autorais sobre materiais baixados pelo site”, disse Hans Pandeya, diretor-executivo da Global Gaming Factory.


Um comunicado no blog do Pirate Bay comenta a aquisição, dizendo que está ser vendido por um preço abaixo de seu valor e que “dinheiro não é o que importa”.

“A parte interessante é ter as pessoas certas e com a atitude certa administrando o site. Na internet, o que não evolui morre”, diz o texto.

O mesmo comunicado do Pirate Bay informa que os lucros da venda serão destinados a ajudar projectos de liberdade de expressão e abertura na rede.”
Pirate Bay é vendido por US$ 7,8 mi: “Sob pressão na Justiça, o agregador de torrents é vendido á rede sueca de cybercafés. Os fundadores do agregador de torrents The Pirate Bay concordaram em vender o site para uma rede de pontos de acesso públicos na Suécia chamada Global Gaming Factory X por 7,8 milhões de dólares, afirmou a companhia nesta terça-feira (30/06). A Global Gaming Factory (GGF) X afirmou que quer encontrar maneiras de pagar aos provedores de conteúdo e detentores de direitos autorais sempre que uma música ou filme for baixado no The Pirate Bay. “Muitas pessoas estão preocupadas. Nós não estamos e você também não deveria estar!”, afirma o post no blog oficial do The Pirate Bay que confirma o negócio.”
Empresa compra Pirate Bay e planeja novo modelo de negócios: “Parece piada de 1o de Abril mas não é: “A empresa sueca Global Gaming Factory (GGF) anunciou nesta terça-feira (30) a aquisição do site de downloads Pirate Bay pelo equivalente a US$ 7,8 milhões. O site de partilha de ficheiros via torrent está entre os 100 mais visitados no mundo e foi condenado, em Abril, por quebra de direitos autorais. Em comunicado, a GGF afirmou que o site precisa de um novo modelo de negócios para sobreviver. “Gostaríamos de introduzir modelos de negócios que assegurem o pagamento a provedores de conteúdos e detentores de direitos autorais sobre materiais baixados pelo site”, disse Hans Pandeya, Diretor-executivo da Global Gaming Factory. Segundo a empresa, um novo modelo de partilha de ficheiros está a caminho. “Criadores e provedores de conteúdo precisam controlar seu material e também serem pagos por ele. Os usuários precisam de downloads mais rápidos e mais qualidade”, diz o comunicado.”




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